Quando a borda da unha penetra a pele, a região inflama e dói — e o incômodo costuma voltar sempre que o problema é tratado só por fora. O procedimento cirúrgico é feito por médico, com o dedo anestesiado, e trata também a raiz da unha naquela borda.
Em resumo: a unha encravada (onicocriptose) tem tratamento médico. A avaliação define o que o seu caso precisa — nem todo caso exige cirurgia.
A unha encravada acontece quando a borda da unha cresce e penetra a pele ao redor. O corpo reage a esse “corpo estranho” com inflamação: a região fica dolorida, vermelha e inchada. É mais comum no dedão do pé.
Com o tempo, o quadro pode evoluir. A pele inflamada pode infeccionar e sair pus, e às vezes cresce ali um tecido avermelhado e sensível, que sangra com facilidade — a “carne esponjosa”, que em termos médicos se chama granuloma.
A ponta do dedo é uma região com muitas terminações nervosas e pouco espaço para inchar. Quando a unha penetra a pele e a área inflama, a pressão aumenta num espaço pequeno — por isso uma lesão aparentemente simples pode incomodar a ponto de atrapalhar o calçado, a caminhada e o sono.
Muita gente tenta resolver sozinha, cortando a unha em “V”, cavando o canto ou usando algodão. Essas medidas podem aliviar por alguns dias, mas geralmente não tratam a causa: a borda da unha continua crescendo na mesma direção — e o problema tende a voltar.
Vale procurar avaliação médica quando aparece:
O incômodo melhora por um tempo e retorna no mesmo canto da unha, repetidamente.
Vermelhidão e inchaço que não cedem, com dor ao encostar ou ao calçar o sapato.
Saída de secreção na borda da unha, sinal de que há infecção associada.
A borda sangra ao mínimo toque, ao cortar a unha ou ao trocar o curativo.
Tecido avermelhado que cresce sobre a borda da unha (granuloma), sensível ao toque.
Nessas condições, qualquer ferida no pé merece avaliação médica precoce.
O tratamento da unha encravada é um procedimento cirúrgico. Feito por médico, em ambiente com antissepsia adequada, ele permite:
É feito um bloqueio anestésico na base do dedo. Com a região anestesiada, o procedimento é praticamente indolor — o desconforto costuma se limitar à picada da anestesia.
Além de retirar a borda que está encravando, é possível tratar a matriz — a raiz — naquela faixa específica da unha. É o que reduz a chance de o problema retornar no mesmo local, em comparação a apenas aparar o canto.
Quando há infecção, ela é avaliada e conduzida clinicamente. Se for necessário medicamento, ele é prescrito pelo médico na consulta.
Há retorno para revisão da ferida e orientação sobre o corte correto da unha, o calçado e os cuidados que ajudam a evitar novos episódios.
Importante: a conduta é individualizada. Nem todo caso de unha encravada precisa de cirurgia — em quadros iniciais, medidas mais simples podem ser suficientes. Só a avaliação presencial define o que o seu caso precisa.
O médico examina a borda da unha, o grau de inflamação e se há infecção ou granuloma, e conversa com você sobre a indicação.
Limpeza rigorosa da região, para reduzir o risco de infecção durante o procedimento.
Bloqueio anestésico na base do dedo. A partir daí, o procedimento é praticamente indolor — o desconforto se limita à picada da anestesia.
Remove-se a faixa da unha que está penetrando a pele e trata-se a matriz correspondente àquela borda.
É feito o curativo e você recebe as orientações de cuidado. O procedimento é realizado em consultório, com alta no mesmo dia.
As orientações são individualizadas, mas de modo geral costumam incluir:
Manter o pé elevado nas primeiras horas ajuda a reduzir o inchaço e o latejamento.
Sandália ou calçado aberto por alguns dias, evitando pressão sobre o dedo.
Manter e trocar o curativo conforme a orientação recebida na consulta.
Se houver dor, a medicação analgésica é prescrita pelo médico na consulta, conforme o seu caso.
Procure contato imediato se aparecer: dor forte que aumenta em vez de diminuir, secreção com pus, vermelhidão que se espalha pelo dedo ou pelo pé, ou febre. Mantenha o retorno de revisão marcado.
Durante o procedimento, não: o dedo é anestesiado antes de começar. O que costuma incomodar é a picada da anestesia, que dura poucos segundos. Depois, quando o efeito passa, é comum haver um desconforto leve a moderado nas primeiras horas — controlável com a orientação recebida na consulta.
Não. É um procedimento ambulatorial, feito em consultório, com alta no mesmo dia.
A maioria das pessoas retoma a rotina em poucos dias, usando calçado folgado no início. O tempo varia conforme o caso, o grau de inflamação e o tipo de atividade do dia a dia — quem trabalha muito tempo em pé ou usa calçado fechado costuma precisar de mais cuidado nos primeiros dias.
Quando se trata a raiz de uma das bordas, a unha tende a nascer mais estreita daquele lado. Na maioria das vezes essa diferença é discreta e pouco perceptível no dia a dia — mas é uma mudança real no formato da unha, e por isso ela é conversada com você antes do procedimento.
Pode. Tratar a matriz reduz a chance de a unha encravar de novo naquela borda, mas nenhum procedimento elimina totalmente essa possibilidade: o resultado depende de cada caso, da anatomia da unha, do calçado e dos cuidados posteriores. Prefiro dizer isso com clareza a prometer um resultado que não se pode garantir.
Agende uma avaliação com o Dr. Kleber Rangel. A consulta define se o seu caso precisa do procedimento — e o que esperar dele.
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Médico. Ortopedista e Traumatologista, com atuação em coluna, joelho, dor e medicina regenerativa. Atende na Clínica Trate a Dor, em Divinópolis-MG.
O tratamento da unha encravada é um procedimento realizado em consultório, com indicação definida na avaliação presencial.
CRM-MG 68724 · RQE 43142